Quanto o celular afeta a sua relação?

Com certeza você já presenciou uma situação em que, em uma roda de conversa, alguém não desgruda do celular e não está nem ouvindo o que está sendo dito. Às vezes, esse alguém pode ser até mesmo nós, sem nem percebermos.

Ignorar as pessoas ao redor e ficar vidrado no celular é uma tremenda falta de respeito com o outro e tem até nome correto para esse comportamento. Chama-se phubbing.

Se já é desagradável “levar um phubbing” de uma pessoa qualquer com a qual estamos conversando. Quando vem da pessoa com quem nos relacionamos é muito pior. Além do sentimento de desprezo e indiferença, surge também aquela desconfiança.

“O que há de tão mais interessante no celular que não consegue me dar atenção?”

O celular nos relacionamentos

O casal que antes de dormir, após dar boa noite, pega o celular para acessar as redes sociais, não é bom sinal. Não que a relação seja o problema, mas a pessoa pode estar com problema no usar o celular de maneira saudável. Há vários estudos que comprovam que o celular pode ser viciante como uma droga.

Durante o isolamento social percebemos o poder que as mídias digitais têm em aproximar as pessoas. Algo ótimo. Mas, também pode afastar quem está perto de nós. Acontece que ficamos tão fixados nas relações digitais que não percebemos que estamos substituindo as reais por elas.

Na vida de um casal, isso fica ainda mais evidente.

O que dizem os estudos

Um estudo realizado em 2018 já apontava o efeito negativo dos celulares nas relações de casais. Veja os principais resultados:

  • Mais de metade dos casais entrevistados já brigaram porque um deles usar o celular excessivamente.
  • Metade compartilham senhas e acessos com o companheiro.
  • Mais de 60% não gostariam que o parceiro soubesse o que fazem online.

Fonte: Kaspersky Lab

 

Em 2018 também, uma pesquisa com mais de 26 mil americanos mostrou o que o uso da tecnologia, como os celulares, pode estar afetando até mesmo a vida sexual das pessoas.

  • Metade transaram dez vezes menos em 2010 do que em 2000.
  • Pessoas solteiras, geralmente, fazem menos sexo que os casados. No entanto, a diminuição na frequência sexual também aconteceu com pessoas com parceiros estáveis.

 

De acordo com essa pesquisa, publicada na revista Archives of Sexual Behavior, um dos motivos para que isso acontecesse foi a inclusão das mídias digitais em nosso cotidiano – o que aconteceu a partir de 2000.

Hoje, passamos muito mais tempo olhando as redes sociais, assistindo a vídeos, filmes e séries do que olhando no olho de outra pessoa.

Apesar de parecer bobeira, não é. Os malefícios para o corpo e para a mente que o uso exagerado das mídias digitais gera não é novidade para ninguém. E se chegar ao ponto de afetar a relação com outras pessoas e até a vida sexual, o alerta precisa ser ligado e procurar ajuda.

Alguns casais conseguem contornar esse comportamento, já outros acabam em separação pelo uso do celular.

Para que isso não seja o seu caso, sempre lembra das regras de ouro para que o celular não seja um problema na relação:

  • Quando estiverem juntos, vivam o momento juntos. Deixe o celular, no silencioso, em alguma parte que não seja próxima a vocês.
  • Não leve o celular para a cama. Nem tenha TV, computador ou outras telas no quarto do casal. Esse é o local para as pessoas descansarem e se conectarem.

 

Use o celular em casal para tirar fotos de vocês ou ver um conteúdo adulto juntos. Ainda, use com criatividade enviando mensagens românticas e picantes quando estiverem longe um do outro.

 

E, aí, o celular está atrapalhando a sua vida? Espero que essas dicas ajudem a você repensar e mudar o comportamento para aproveitar mais momentos reais e menos os digitais.

 

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